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Cadernos de um Enófito (3): A Baga, da Revolução à Troika

Neste tempo de imediatismos - de chatos imediatismos, pouca paciência e nula visão das qualidades do tempo -, no mundo do enoconsumismo (recuso-me a trazer para aqui a enofilia, essa rarefeita arte de amar e compreender um vinho na sua complexidade, humores e sentimentos), "velho" é uma obscenidade que se começa a empregar com crescente regularidade em vinhos tranquilos cujo ano de engarrafamento tenha uma distância de mais de cinco anos do presente. Nos brancos, então, a zona de tolerância reduz-se quase até ao ano anterior, enraizada que está a lenda da sua má convivência com o passar do tempo.

Culpa de muitos produtores que, qual cão perseguindo a cauda, julgam ser a pretensa vontade do público que lhes dita a corrida, sem se darem conta que, com um bocadinho mais de coragem (eu sei que já é precisa coragem para se ser produtor vinícola) e visão de futuro, poderiam chegar mais longe, ao Shangri-la do mundo vínico onde as uvas são vendidas com margem justa e as garrafas a…

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